TRABALHOS EM COLABORAÇÃO

Necrologue (Phoenix Tapes #6)

DVD loop, cor, 2?40??, 1999
Um movimento silencioso e congelado de uma heroína num estado entre sonho e morte, agonia e apatia.

Play

DVD loop, cor/p&b, som, 7?, 2003
Uma plateia de espectadores no cinema. Em PLAY, a acção na tela só pode ser vista na expressão facial e nos gestos dos espectadores. Em sequências de reacções análogas, o comportamento individual condensa-se no comportamento colectivo. O acontecimento é transferido do palco para a plateia; os espectadores transformam-se em actores num drama imprevisível.

Ray

DVD loop, p&b, mono, 1?, 2004
Um estudo da luz. (em estreia mundial)
 

Catch

DVD loop: 1?, 2005
(novo trabalho concebido para a exposição em estreia mundial)

Ground

DVD loop: 45?, 2005
(novo trabalho concebido para a exposição em estreia mundial)
 

TRABALHOS INDIVIDUAIS C.GIRARDET

Delay

DVD Loop, 3?30?, 2001
A primeira cena é um grande plano da actriz Ellen Schwiers a olhar para a objectiva enquanto segura uma pequena câmara à sua frente. No filme de série B original, em alemão, este segmento dura apenas dois segundos mas a montagem aqui transforma-o numa acção quase imperceptível e aparentemente interminável. Enquanto imagem em movimento, no entanto, a mulher parece paralisada, congelada na focagem pela câmara de filmar e no olhar do espectador. Ao mesmo tempo, o espectador está à mercê do olhar hipnotizante da mulher. A relação entre a observação e o equipamento fotográfico é invertida. A cada três minutos e meio o flash transforma a imagem numa superfície branca.

Absence

DVD loop, 8?30?, 2002
Loops de imagens de ausência encenada são projectados em luz branca. A maioria das imagens provém da série de cinema a preto e branco ?The Invisible Man? dos anos 30 aos anos 60. A presença de um actor invisível parece influenciar minúsculos acontecimentos cinematográficos nos cenários teatrais. Estes acontecimentos conjugam-se num enigma relacionado com o fenómeno do desaparecimento.

60 Seconds (Analog)

DVD Loop, 60?, 2002
Sessenta imagens de todo o tipo de relógios; sessenta situações cinematográficas. Tempo linear, espaço desconstruído. ALLGEMEINE ZEITUNG, 2002

Portrait

DVD loop, p&b, 4?, 2004
Códigos: pinturas a óleo de mulheres aparecem regularmente no cinema sempre que a mulher no retrato está fisicamente ausente da narrativa que se segue. A observação (masculina) do retrato reflecte um padrão emocional: a perda excessiva, a memória transfigurada, a paralisia. Montar PORTRAIT em pequenas unidades de tempo repetitivas permite estabelecer uma série de personagens que representam o observador a olhar para a imagem. Os seus movimentos limitados dão a ideia de estarem praticamente congelados, como retratos de si próprios. Ao nível do som, loops de sons electrónicos calmos e monótonos correspondem à única substância que parece viva: o ruído do grão do filme.
 

TRABALHOS INDIVIDUAIS M.MÜLLER

Phantom

DVD loop, cor, som, 5?, 2001
PHANTOM parece saído do reino dos espíritos; é uma fantasia em vermelho sangue sobre o que está para além da cortina que aparentemente separa os vivos dos mortos. De novo, parece que estas são as figuras que vagueiam perdidas pelo cinema, sem que nos apercebamos delas. Projectar estas imagens numa tela intensifica a ideia de que um sopro de ar poderia dispersá-las pelos quatro cantos do mundo. Michael Althen, Frankfurter Allgemeine Zeitung, 2002

Pictures

DVD loop, cor, 2?, 2002
PICTURES é claramente uma combinação de dois media, cinema e fotografia; o terceiro meio é a figura feminina vagueando como um fantasma pelos dois mundos. A vista frontal de uma mulher a olhar para nós contrasta com as imagens em segundo plano mostradas por Caspar David Friedrich, por exemplo. Estas figuras são como se fossem nossos representantes, atraindo o nosso olhar para as profundezas da imagem, em direcção à realidade do pintor. A figura de Müller, por outro lado, leva-nos para fora do paraíso do ?cinema?. Marca a fronteira, não só entre interior e exterior, mas também entre nós ? espectadores ? e os observados. Christiane Heuwinkel, Die Phantome des Filmemachers, Bielefeld, 2002

Promises

DVD loop, cor, 8?, 2003
PROMISES é baseado numa selecção de dezasseis fotografias da minha colecção de fotografias antigas de casamentos. O vídeo pulsa violentamente de um bouquet de rosas para outro, centrando-se nas suas semelhanças uniformizadoras. Ao transformar as fotografias em imagens em movimento, PROMISES move-se a toda a velocidade em direcção ao centro dessas imagens ? botões únicos ? num ritmo nervoso e tremeluzente, como se estivesse em busca de uma mensagem escondida por debaixo da superfície. Irrupções agressivas na montagem parecem fazer explodir os bouquets meticulosamente arranjados.

Album

DVD loop, cor/p&b, som, 24?, 2004
ALBUM é criado a partir do meu arsenal de memórias. Diversas imagens em movimento, coligidas por mim ao longo dos anos sem ter qualquer propósito particular em mente, são a fonte visual desta colagem: destroços e carga flutuando ao longo de um rio, um saco plástico rodopiando à volta de um fio, uma camisa pendurada numa janela aberta. Estes motivos encontram-se uns aos outros, tais como as fotografias num álbum. Textos inseridos giram em torno do processo da memória, apropriação e perda. Os seus temas recorrentes permanecem fragmentados ? como frases únicas tiradas de um diário. Eles acompanham e apropriam-se temporariamente das imagens, apenas para as deixarem como estavam: abertas, ambíguas e autónomas.

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