João Louro


João Louro nasceu em 1963, em Lisboa, onde vive e trabalha. Estudou arquitetura na Universidade de Arquitetura de Lisboa e pintura na Escola de Arte e Comunicação, Ar.Co. O seu trabalho integra pintura, escultura, fotografia e vídeo. Descendente natural da arte conceptual e minimal, João Louro procurou anular o paradigma romântico usando a importância e o papel do espectador que, apenas ele pode completar a obra de arte

Uma das principais preocupações do seu trabalho é a reorganização do mundo visual e o que a visualidade significa. Outra questão importante é a linguagem em todas as suas possibilidades e aspectos.

A especificidade da sua obra destaca-se pela forma como articula referências do imaginário coletivo, com as suas memórias individuais. O conjunto de referências de que se serve, simultaneamente pessoais e geracionais, exploram questões relacionadas com o mundo contemporâneo, com o universo do cinema e da cultura pop, da música e da literatura, relacionando-os com a identidade, a linguagem e a imagem. No seu percurso artístico, João Louro tem utilizado todas essas referências, reunindo-as ou isolando-as criando, com isso, uma nova lógica e um novo alfabeto. 

João Louro foi convidado por Maria del Corral para participar na 51st International Art Exhibition, Biennale di Venezia. Podem ainda destacar-se algumas exposições: “L’Écriture du Désastre”, Galeria Fernando Santos, Porto; “More Young Americans”, L’Enclos des Bernardins – Hôtel de Miramion, Paris; “O Castelo em 3 actos: Assalto, Destruição e Reconstrução”, Guimarães, Capital Europeia da Cultura (2013); “The Return of the Real”, Museu do Neorealismo, Vila Franca de Xira (2012); “In God We Trust”, BES Arte & Finança, Lisboa (2011); “If We Want Things to Stay as They Are, Things Will Have to Change”, Appleton Square, Lisboa (2011); “Smoke and Mirrors”, Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa (2011); “My Dark Places”, MACRO – Museo d’Arte Contemporanea di Roma, Roma; “The Great Houdini”, Centro de Arte Contemporânea de Bragança (2010);” The Hustler”, Centro de Artes Visuais de Coimbra; “Running with Bonnie & Clyde”, Museu do Caramulo (2009); “Johnny Cash, Roy Orbison e Elvis Presley”, Galeria Fernando Santos, Porto; “LA Confidential”, Christopher Grimes, Los Angeles (2008); “Big Bang”, Galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa (2007); InSite 05 – Art Practices in the Public Domain, San Diego/Tijuana (2005); “Blind Runner”, Centro Cultural de Belém, Lisboa (2004); La Pensée et l’Erreur”, Fundació Joan Miró, Barcelona (2001).

O seu trabalho integra diversas coleções particulares e públicas, tais como: Fundación ARCO, Madrid; The Margulies Collection at the Warehouse, Miami; Jumex Foundation, DF Mexico; Museu de Arte Contemporanea de Serralves, Porto; Centro de Arte Contemporânea de Castelo Branco; Colecção BES, Lisboa; Colecção António Cachola, Elvas; Museo d’Arte Contemporanea di Roma, Roma; Centro de Arte Contemporânea de Bragança; Morten Viskun Collection, Oslo.

É representado pela Galeria Cristina Guerra Contemporary Art, Lisboa, Portugal; e Christopher Grimes Gallery, Los Angeles, EUA.

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