instalação (2 projeções 16mm, loop)
Colocar o olho de peixe · Portugal · 2012 · 2’30’’
Aqueles animais que, à distância, se assemelham a moscas · Portugal · 2012 · 2’05’’
Pão, chá e jogo do awalé · Quénia · 2011 · 2’27’’
Solar, o cego a comer uma papaia · Quénia · 2011 · 2’35’’
Sonho de uma raia · Portugal · 2011· 2’48’’
Burro · Quénia · 2011 · 2’



Os artistas portugueses João Maria Gusmão (Lisboa, 1979) e Pedro Paiva (Lisboa, 1978) colaboram desde 2001 na criação de objetos, instalações e curtas-metragens em 16 e 35mm. O duo descreve o seu trabalho como um tipo de “metafísica recreativa”, um género que, até certo ponto, eles próprios reinventaram, seguindo o poeta português Alberto Caeiro (Fernando Pessoa) na sua experiência estética estratificada sobre o materialismo. As curtas-metragens representam episódios encenados numa série de experiências pseudo-científicas com consequências poéticas e cómicas. Um elemento-chave na arte de Gusmão e Paiva é o seu fascínio por aquilo que escapa ao nosso entendimento e mina o racional. Nos últimos anos, a produção de Gusmão e Paiva centrou-se mais na ideia de movimento como um fenómeno, não só dentro do vocabulário cinematográfico, com referências a, entre outros, Edward Muybridge e Étienne-Jules Marey e através das experiências práticas dos próprios artistas com o movimento no plano pictórico.

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