detalhe da instalação

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Detalhe da instalação

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TOMANDO-LHE A MÃO FIZ COM QUE

SEUS DEDINHOS ROÇASSEM OS

ATALHOS DA MINHA GERINGONÇA,

E DEPOIS SE MOLHASSEM DENTRO DO

QUE ELA DIZ DOCE ESCULTURA 2017

Lúcia Prancha
Portugal/Holanda,2017,Instalação

As esculturas exploram o tempo morto no atelier, uma série de desenhos gerados pelo tédio quando se aguarda a exportação demorada de vídeos. Constam de três serigrafias sobre acrílico, com 90x210x3cm (tamanho das mesas de trabalho na Jan van Eyck Akademie), estruturas metálicas, relógio digital e pó.

O conjunto de três esculturas em acrílico preto replicam a parte de cima da mesa de trabalho da artista. Estas peças operam como um index do tempo morto no atelier, através de grafismos produzidos em momentos de tédio, evidenciados e espelhados ao espectador, da impressão das próprias mãos do artista na superfície do material que se assemelha aos ecrãs de telemóveis e computadores. As impressões em serigrafia sobre o acrílico tomam a forma de líquidos que escorrem, de pinceladas digitais, uma série de elementos que funcionam como um desencadeador de projeções da (não) atividade do artista no seu atelier

detalhe da instalação

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CARTAZES PARA

THE TRUE SENTIMENTAL BITCH

Lúcia Prancha
Portugal/Holanda, 2016,Installation

6 posters para o vídeo The True Sentimental Bitch (2016), cada um com 87x197cm, (o que corresponde ao tamanho de um colchão). Série de 11 posters.
O trabalho tem vindo a interrogar ideias em torno de visibilidade examinando o estado das coisas que se mantêm escondidas, ou mantidas invisíveis. Por exemplo, quando faço um filme sobre um fantasma colonial, como Sebastião, O Fantasma, 2015, ou em Sentados sobre o Brasil: réplicas de cadeiras de Lina Bo Bardi, replico mobiliário da designer e arquiteta modernista italo-brasileira Bo Bardi que, em 2012, ainda estava enquadrada no grupo de mulheres artistas historicamente negligenciadas.

Por meio destes interesses tenho vindo a explorar as tensões entre estética, perceção e política repensando episódios históricos e sociais através de vídeo, escultura e materiais impressos. Frequentemente, estes meios resultam numa série de trabalhos destinados a articularem-se entre si, numa situação de instalação ou num contexto específico.

Atualmente, estou a pesquisar o modo como o sono, a inatividade e o tédio podem representar formas de resistência política. O filme SleepWorkers, de 2017, mostra imagens dos trabalhadores e artistas em residência na Jan Van Eyck Akademie em Maastricht –onde vivi no último ano – a dormir. Como também por ser constatado na curta The True Sentimental Bitch, de 2016, uma história de uma rapariga no seu quarto. Ela tem pesadelos, sonhos e flashbacks da história do cinema, incertezas e medos.

O conjunto de três esculturas em acrílico preto replicam o tampo da minha da minha mesa de trabalho. Estas peças operam como um index do tempo morto no atelier, através de grafismos produzidos em momentos de tédio evidenciados e espelhados ao espectador, da impressão das próprias mãos do artista na superfície do material que se assemelha aos ecrãs de telemóveis e computadores.

Assim, por meio de um olhar alternativo da História e da maneira como perceciono o Hoje, pretendo empurrar o espectador simultaneamente num exercício entre a distância e a proximidade, a atração e a reação. Ao desconstruir e desarticular questões por meio de linguagem, desafiando o espaço de exposição, como uma forma de reexaminar as relações sociais que possam inspirar ações possíveis e futuras.

Assim, por meio de um olhar alternativo da História e da maneira como perceciono o Hoje, pretendo empurrar o espectador simultaneamente num exercício entre a distância e a proximidade, a atração e a reação. Ao desconstruir e desarticular questões por meio de linguagem, desafiando o espaço de exposição, como uma forma de reexaminar as relações sociais que possam inspirar ações possíveis e futuras.

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